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O Preço de Se Abandonar Para Ser Aceito

  • tecpr4
  • 27 de mar.
  • 2 min de leitura

Você não se anula por bondade. Você se anula por medo.


Medo de não ser aceito. Medo de decepcionar. Medo de ser visto como insuficiente. Então, para evitar esse desconforto, você negocia a única coisa que deveria ser inegociável, você mesmo.


Você chama isso de empatia. De generosidade. De maturidade. Mas, no fundo, muitas vezes é só fuga. Fuga de conflito. Fuga de posicionamento. Fuga da responsabilidade de sustentar quem você é, mesmo que isso desagrade alguém.


A verdade é dura. Toda vez que você diz “sim” para os outros enquanto quer dizer “não”, você está dizendo “não” para si mesmo. E isso cobra um preço. Não é imediato, mas chega. Chega em forma de frustração, cansaço, ressentimento e uma sensação silenciosa de estar vivendo uma vida que não é totalmente sua.


Você começa a acumular pequenas traições internas. E o problema é que ninguém vê. Ninguém percebe o quanto você está se deixando para depois. Porque foi você quem ensinou ao mundo que seu limite é flexível, que sua vontade é negociável e que sua presença está sempre disponível, mesmo quando você está vazio.


E aí vem a pergunta que incomoda.


Quem você está tentando agradar tanto assim, e por quê?


Porque enquanto você tenta ser tudo para todo mundo, você vai deixando de ser alguém inteiro para si. E não existe satisfação verdadeira quando ela é construída em cima da sua própria ausência.


Ser bom não é se anular. Ser maduro não é se calar sempre. Ser forte não é engolir tudo.


Existe uma diferença enorme entre servir e se sacrificar. Entre ajudar e se abandonar.


Se você não aprender a se priorizar, alguém sempre vai ocupar esse espaço. E não é culpa dos outros. É permissão sua.


Então talvez esteja na hora de inverter a lógica.


Menos medo de desagradar. Mais coragem de ser verdadeiro. Menos necessidade de aprovação. Mais compromisso com a sua paz.


Porque no final, ninguém vai viver a sua vida por você. E cada vez que você se abandona, você se afasta um pouco mais de quem poderia ser.


E isso, diferente de desagradar alguém, é um prejuízo que não vale a pena carregar.


Texto: Michel Dourado - Dirigente Espiritual - CECPR

Data: 27/03/2026

 
 
 

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