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A Mentira e o Engano, perante as Pessoas e perante a Espiritualidade

  • tecpr4
  • 2 de dez. de 2025
  • 4 min de leitura

A mentira não nasce na boca, nasce na consciência. Quando alguém escolhe omitir, distorcer ou manipular, não está apenas desviando o olhar da verdade, está treinando o próprio espírito para caber em espaços menores do que foi criado para ocupar. A mentira é um exercício de encolhimento. E nenhum espírito que se encolhe consegue caminhar para a luz.


Mentir às pessoas é grave. Mentir à espiritualidade é ainda pior, mas não porque a espiritualidade “não saiba”. As entidades tudo veem, mas não se ofendem. Quem se fere é o próprio médium, que mancha o próprio campo, rompe o próprio fio de confiança que o liga ao Alto. A mentira cria um eco, e esse eco volta sempre. Volta como desequilíbrio, volta como cobrança moral, volta como dificuldade de desenvolvimento.


A verdade é um caminho exigente, porque ela nos expõe. A mentira parece fácil, porque esconde. Só que a verdade constrói. A mentira cava buracos. E ninguém sobe segurando uma pá que cava para baixo.


O engano perante as pessoas corrói relações. O engano perante a espiritualidade corrói a própria missão. Um médium que mente tenta servir a dois senhores ao mesmo tempo. E nenhum deles o reconhece. As entidades não se afastam porque punem, mas porque não encontram espaço limpo para trabalhar. Assim como a luz se recolhe quando a lâmpada está queimada.


Quem engana esquece que a vida é circular. O que sai volta. O que se planta retorna. A mentira não se dissolve no vento, ela se assenta na aura. E mais cedo ou mais tarde, a conta chega na forma de provas mais duras, caminhos mais complicados, relações mais frágeis.


Assumir a verdade, por outro lado, não exige perfeição. Exige coragem. Exige a disposição de encarar a própria sombra e dizer: “eu fui eu quem fez”. A coragem de limpar o chão que sujou. A coragem de recomeçar, mesmo envergonhado. A coragem de ser maior que os próprios impulsos.


A espiritualidade não espera que ninguém seja impecável. Espera que seja honesto. Espera que reconheça o erro. Espera que dê um passo. Só isso já abre portas.


Por isso, quando alguém mente, não está enganando o outro. Está enganando o próprio destino.


Quem escolhe a verdade, mesmo quando ela dói, fortalece o espírito. Quem escolhe o engano, mesmo quando ele parece proteger, enfraquece a alma.


E no fim, toda a caminhada espiritual se resume a uma pergunta simples, porém incômoda:


Você quer evoluir, ou quer parecer evoluído?


A resposta só se revela no silêncio da consciência. E é nesse silêncio que a espiritualidade observa, acolhe e guia. Mentira e o Engano, perante as Pessoas e perante a Espiritualidade


A mentira não nasce na boca, nasce na consciência. Quando alguém escolhe omitir, distorcer ou manipular, não está apenas desviando o olhar da verdade, está treinando o próprio espírito para caber em espaços menores do que foi criado para ocupar. A mentira é um exercício de encolhimento. E nenhum espírito que se encolhe consegue caminhar para a luz.


Mentir às pessoas é grave. Mentir à espiritualidade é ainda pior, mas não porque a espiritualidade “não saiba”. As entidades tudo veem, mas não se ofendem. Quem se fere é o próprio médium, que mancha o próprio campo, rompe o próprio fio de confiança que o liga ao Alto. A mentira cria um eco, e esse eco volta sempre. Volta como desequilíbrio, volta como cobrança moral, volta como dificuldade de desenvolvimento.


A verdade é um caminho exigente, porque ela nos expõe. A mentira parece fácil, porque esconde. Só que a verdade constrói. A mentira cava buracos. E ninguém sobe segurando uma pá que cava para baixo.


O engano perante as pessoas corrói relações. O engano perante a espiritualidade corrói a própria missão. Um médium que mente tenta servir a dois senhores ao mesmo tempo. E nenhum deles o reconhece. As entidades não se afastam porque punem, mas porque não encontram espaço limpo para trabalhar. Assim como a luz se recolhe quando a lâmpada está queimada.


Quem engana esquece que a vida é circular. O que sai volta. O que se planta retorna. A mentira não se dissolve no vento, ela se assenta na aura. E mais cedo ou mais tarde, a conta chega na forma de provas mais duras, caminhos mais complicados, relações mais frágeis.


Assumir a verdade, por outro lado, não exige perfeição. Exige coragem. Exige a disposição de encarar a própria sombra e dizer: “eu fui eu quem fez”. A coragem de limpar o chão que sujou. A coragem de recomeçar, mesmo envergonhado. A coragem de ser maior que os próprios impulsos.


A espiritualidade não espera que ninguém seja impecável. Espera que seja honesto. Espera que reconheça o erro. Espera que dê um passo. Só isso já abre portas.


Por isso, quando alguém mente, não está enganando o outro. Está enganando o próprio destino.


Quem escolhe a verdade, mesmo quando ela dói, fortalece o espírito. Quem escolhe o engano, mesmo quando ele parece proteger, enfraquece a alma.


E no fim, toda a caminhada espiritual se resume a uma pergunta simples, porém incômoda:


Você quer evoluir, ou quer parecer evoluído?


A resposta só se revela no silêncio da consciência. E é nesse silêncio que a espiritualidade observa, acolhe e guia.


Texto: Michel Dourado - Dirigente Espiritual - CECPR

Data: 02/12/2025

 
 
 

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